R.E.
Atualizado: 15 de mai. de 2019
Para os investidores iniciantes, que buscam conteúdos e dicas sobre como começar a investir, quanto investir, como abrir uma conta em uma corretora, etc. Sempre ouve falar de todos, ou quase todos os especialistas, sobre formar, em primeiro lugar, a sua reserva de emergência, ou popularmente R.E. Hoje explicaremos o que é, como Formar uma R.E e futuramente em outro post, abrir uma discussão sobre a real necessidade de se ter uma R.E. ok? Então vamos lá!

A R.E. (Reserva de emergência) não é uma regra no cenário dos investimentos, mas sim, uma medida de bom senso que deve ser considerado principalmente pelos iniciantes.
Isso porque imprevistos acontecem na vida de qualquer pessoa, porém, o uso da R.E. deve ser, principalmente, destinada para os problemas relacionados a falta de geração de renda, como um desemprego, por exemplo, mas não é proibido usar para outros imprevistos desde que venha a evitar de usarmos algum tipo de crédito e tenhamos que pagar juros por isso.
A reserva de emergência ajudaria a você manter seus demais investimentos intactos, sem precisar recorrer a eles caso você precise de dinheiro.
A maioria dos especialistas ensinam que para se criar uma R.E. você precisaria, em primeiro lugar, saber quanto fica o total das suas despesas necessárias mensais, multiplicar esse total por 6 e o resultado que você tiver será o montante que você deverá ter guardado para se ter 6 meses de segurança financeira para alguma eventualidade.
Ex.:
1- salário de 5000 reais.
2- gastos necessários mensais de 3000 reais.
3- período de segurança de 6 meses.
4- cálculo: 3000 x 6 = 18000
5- 18000 reais é o montante que te trará uma segurança de 6 meses em caso de falta de geração de renda.
Há casos em que a R.E. ideal deveria ser multiplicada por 12, ou seja, para oferecer um ano de segurança financeira.
Algumas pessoas, para não perderem o bom padrão de vida em caso de desemprego, preferem adicionar às suas contas as despesas destinadas aos seus hobbies e lazer, e multiplicarem por 6 ou 12 meses, para manter o mesmo padrão de vida que tinham enquanto estavam empregados, porém, o importante é se atentar ao conceito atribuído a uma reserva de EMERGÊNCIA, ou seja, lazer ou hobbies não se enquadram em algo emergencial, uma vez que basta você abrir mão dessas coisas temporariamente, até colocar a vida em ordem novamente.

Vale ressaltar que a criação de uma R.E. pode levar meses ou anos, pense no exemplo:
Você separa 25% do seu salário para criar uma R.E., isso significa que para você juntar o valor relativo a um mês do seu salário você precisaria esperar 4 meses.
Pode ser que, dependendo dos seus cálculos, você precise esperar um pouco menos, uns 3 meses. Mas a idéia de tempo é exatamente assim, se você for fazer uma R.E. de 6 meses, sendo que para juntar 1 mês você precisará esperar 3 meses, multiplique 6 por 3 o que fará 18 meses, ou seja um ano e meio para criar uma R.E. que te dê segurança de 6 meses.
Ilustrando:
Ex.:
1- salário de 5000 reais.
2- despesas necessárias mensal de 3000 reais.
3- 25% do salário(1) destinado a R.E. = 1250 reais.
4- dividir o valor das despesas necessárias mensal (2) pelo valor destinado para R.E.(3). = 3000 ÷ 1250 = 2,4
• Então, para 1 mês de segurança você precisaria aguardar 2,4 meses. Para 6 meses de segurança, faça as contas.
- 2,4 x 6 = 14,4 meses
Ou seja, algo em torno de 14 ou 15 meses de economia de 25 %, sobre um salário de 5000 reais, para formar uma R.E. de 6 meses de segurança para quem tem despesas necessárias de 3000 reais mensais. Com o montante de 18000 reais.
No caso acima, para a formação da R.E. para 12 meses de segurança, basta multiplicar por 2 o prazo total de espera para alcançar o montante desejado, no caso seria de 28 a 30 meses para um montante de 36000 reais.
É lógico que não estamos colocando aqui as indenizações relativas a demissão que o empregado pela CLT tem direito, tão pouco outras indenizações diversas, aqui só estamos tratando, por enquanto, das suas economias para formação de uma reserva de emergência.
Veja atentamente os exemplos e se já ficou claro essa explicação da R.E. para você, vamos agora ver onde iremos guardar esse dinheiro, lembrando que podemos precisar dele em qualquer momento.
O interessante é saber que não podemos colocar em risco aquilo que nos traz segurança, logo, guardar o dinheiro em casa, pode não ser o lugar mais seguro para o seu dinheiro e o pior, ele estará sofrendo a desvalorização da inflação. Ao mesmo tempo, a R.E. precisa estar facilmente acessível, logo vamos considerar 3 pontos para escolher onde iremos guardar.
1- segurança- precisamos guardar nosso dinheiro em uma instituição bancária (de preferência um banco grande e sólido no mercado), que tem os requisitos necessários para manter seu dinheiro seguro e bem guardado, além do que, você poderá deixar seu dinheiro aplicado com a segurança do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Para saber melhor o que é o FGC clique aqui
2- compensação da inflação- altas rentabilidades não será a uma das principais características a se considerar aqui, até porque, bancos mais sólidos, geralmente, oferecem taxas mais baixas por oferecem menor risco. A sua R.E. deve ter uma rentabilidade que compense a perda pela inflação, isso já é o suficiente.
3- liquidez- que significa a facilidade de transformar seu dinheiro investido no dinheiro em espécie, pronto para uso. Quanto maior a liquidez, mais fácil você conseguirá "transformar" suas aplicações em grana.
E aqui, a liquidez deve ser diária, pois como já citamos, não sabemos quando iremos precisar.
Apesar da intenção desse post não ser exatamente técnico no sentido de analisar o melhor investimento para sua R.E. (isso deixaremos para uma outra postagem), vamos deixar alguns pontos simples a observar para cada um fazer sua própria análise.
•Na poupança você pode ter o dinheiro em mãos imediatamente, a rentabilidade acontece somente no mês seguinte no mesmo dia da aplicação e não rende o suficiente para compensar a inflação. Tem a segurança do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e é isenta de imposto de renda.
•O CDB tem garantias do FGC, precisa ser de liquidez diária( porém pode não ser liquidez imediata), tem incidência de imposto de renda e tem incidência de IOF se o saque for realizado dentro de 30 dias
•Tesouro SELIC (LFT) tem a garantia do governo, ou seja, você só perde o dinheiro se o governo der calote, mas é bem seguro. Incide imposto de renda e taxa de custódia, além do que você precisa abrir uma conta em uma corretora, e apesar da maioria não cobrar, algumas poderão cobrar taxa de administração.
•Nos Fundos DI você pode investir em um fundo do seu banco ou de uma corretora independente, somando o seu dinheiro ao de outros investidores e um gestor administra de todo esse patrimônio, fazendo as aplicações, buscando performar com melhores rendimentos em renda fixa. Tem liquidez diária e a sua segurança é parecida com a do tesouro SELIC, já que maior parte desse patrimônio é investido no tesouro direto.
Fundos DI cobram taxa de administração, podem cobrar taxa de performance e sofrem incidência de imposto de renda pelo sistema de come-cotas.
Estude bastante e busque informações antes de decidir em qual investir, em breve estaremos postando tudo o que você precisa saber para analisar sozinho qual a melhor opção para o seu perfil.
Em suma, esse é o entendimento básico sobre reserva de emergência, mas como os nossos leitores são pessoas inteligentes e sofisticadas, faremos uma outra postagem, como dito no início, que provocará a análise e a discussão sobre a real necessidade de uma RE.
Agradecemos a sua companhia. Até a próxima.
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