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IPCA, INPC, IGP-M...

25 de jun. de 2019
5 min de leitura

Atualizado: 21 de set.

Olá! Vamos conhecer algumas siglas que ouvimos muito falar nos telejornais. IPCA, INPC, IGP-M, IPC-C1, etc. Todas essas siglas se referem aos índices de preço de diversos produtos.



E aí vamos resumir três fenômenos que acontecem com relação ao preço estipulado de diversos produtos e serviços. São eles:

1- Inflação é um aumento no valor dos preços dos bens e serviços. Este aumento generalizado e contínuo dos preços acarreta a diminuição do poder de compra do consumidor.

2- Deflação é o inverso da inflação. É a descida generalizada do preço dos bens e dos serviços num largo período de tempo.

Ela pode ser causada por diversos fatores relacionados à oferta estar maior que a demanda. Com a deflação fica evidente a redução do consumo, fazendo as empresas a venderem menos, forçando a queda dos preços abaixo dos padrões.

3- Desinflação é a subida dos preços de forma desacelerada. É quando a perspectiva do mercado acredita em uma determinada alta dos preços e de fato ela não acontece, ela não deixa de subir, porém a alta será muito menor do que o esperado.

Na desinflação, os preços sobem a níveis menores do que o previsto. Em alguns casos, nem se nota o aumento do preço.

Todas essas definições, na verdade, são apenas uma introdução ao assunto que iremos abordar agora. Muito se ouve falar sobre os índices de inflação, principalmente as suas siglas, porém, poucos conhecem bem cada um deles. Vamos conhecer os índices da inflação agora?

IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo é calculado pelo IBGE e é considerado o índice oficial de inflação do país. O indicador serve de referência para o Banco Central decidir a taxa básica de juros (Selic) e para o governo avaliar se o índice está dentro da meta determinada pelo Conselho Monetária Nacional.

Este índice mede os preços de produtos e serviços cobrados das famílias com rendimentos mensais de 1 a 40 salários mínimos de algumas regiões metropolitanas

Fazem parte dos grupos de itens de consumo que se submetem as variações de preço do IPCA: alimentação e bebidas, habitação, artigos de residência, vestuário, transportes, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação e comunicação.

E as regiões metropolitanas submetidas à variação deste índice são: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Vitória e Porto Alegre, além dos municípios de Brasília, Goiânia e Campo Grande.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor é usado como referência para reajustes de salários e também do salário mínimo.

O IBGE mede a variação dos preços de produtos e serviços mais consumidos por famílias com rendimentos mensais de 1 a 5 salários mínimos de algumas regiões metropolitanas. Tais regiões são: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além dos municípios de Brasília e Goiânia.

IGP-M

O Índice Geral de Preços - Mercado é calculado pelo IBRE/FGV e verifica os preços no atacado, para o produtor (60% de peso no índice), no varejo, para o consumidor (30%) e no setor de construção civil (10%).

Ele também é utilizado para correção da maioria dos contratos de aluguel de imóveis no país. Também é referência para a correção de preços do fornecimento de energia elétrica.

IPC-3i

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade é calculado pelo IBRE/FGV, é conhecido como a “inflação da terceira idade”. Isso porque ele mede a variação de preços de bens e serviços mais consumidos por famílias compostas, majoritariamente, por pessoas com mais de 60 anos de idade.

Por esse motivo, o IPC-3i serve de referência para a execução de políticas públicas nas áreas de saúde e previdência.

As regiões metropolitanas alcançadas por esse índice: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília.

IPC-C1

O Índice de Preços ao Consumidor Classe 1 é calculado pelo IBRE/FGV e mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços para famílias de baixa renda, algo em torno de 1 a 2,5 salários mínimos mensais. Ela alcança as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Salvador.

Fato importante a se comentar é o papel de alguns órgãos para que tudo fique mais claro.


O IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, uma organização pública responsável pelos levantamentos e gerenciamentos dos dados e estatísticas brasileiras, responsável pela organização e execução do censo demográfico, que consiste numa pesquisa sobre a população nacional.

o IBGE está ligado diretamente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão do Brasil, produzindo e analisando entrevistas, e divulgando informações demográficas, sociais e econômicas do país. Estando responsável também pela produção e análise do Índice de Preços ao Consumidor, que são medidas utilizadas para calcular a variação do custo de vida das famílias brasileiras, ou dos preços de produtos e serviços consumidos, dividido por faixas de renda. Para calcular esse índice, são realizadas pesquisas mensais em onze cidades diferentes.


O IBRE/FGV - O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas foi fundado em 1951, com a missão de pesquisar, analisar, elaborar e divulgar índices macroeconômicos e pesquisas econômicas aplicadas, que sejam relevantes para a melhoria das políticas públicas ou da ação privada na economia brasileira, estimulando o desenvolvimento econômico e o bem-estar social do país. É responsável por desenvolver importantes estatísticas econômicas nacionais, tais como os Índices de Preços e as Sondagens Econômicas, utilizadas como principais referências por estudiosos, analistas da economia brasileira e gestores nas esferas pública e privada.


O CMN - Conselho Monetário Nacional. Ele é o órgão normativo superior e máximo do nosso Sistema Financeiro Nacional, não possuindo nenhuma outra instituição acima de sua autoridade na hierarquia de nossa economia. Dentre as suas muitas funções, a principal missão do CMN é editar as diretrizes e normas do Sistema Financeiro Nacional, sempre visando a estabilidade e o desenvolvimento econômico e social do país.




O Bacen – O Banco Central do Brasil é o principal executor do que é normatizado pelo CMN, possui a obrigação de fiscalizar, regular, e controlar todo o sistema bancário e financeiro do país, além de executar a política monetária vigente.

Para não confundir a função de cada um, vamos estabelecer o seguinte:


Primeiro: O CMN determina diretrizes para que o país tenha um bom desenvolvimento econômico.


Segundo: O BACEN é um órgão executivo, ele que fará o que for necessário para que as diretrizes do CMN sejam cumpridas. Determinam a meta da taxa Selic que é uma das principais ferramentas para controle da inflação, além de divulgar relatórios trimestrais da inflação.


Terceiro: Os cálculos da inflação são feitos pelo IBGE e pelo IBRE/FGV.

Em outras postagens falaremos da importância de se conhecer a inflação e seus índices no tocante dos seus investimentos.

Por enquanto fechamos, agradecendo o interesse de todos. Tchau, tchau!

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