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SEPARE O CAPITAL FÍSICO DO JURÍDICO.

17 de jul. de 2019
4 min de leitura

Atualizado: 21 de set.

Estamos de volta a falar de empreendedorismo, e agora será uma postagem indicada para quem está pensando em empreender.


E para começar, uma coisa que o pretendente ao empreendedorismo não pode confundir, é fato de empreender ser a mesma coisa que fazer uma renda extra. Isso significa que se você está fazendo trufas para vender para aumentar a renda da família, isso não significa empreender. Se você faz deliciosas trufas e as vende bem, isso é um excelente começo para ser tornar um negócio de sucesso, porém, empreender exige muito mais coisas do que apenas fazer trufas e sair vendendo por aí.

Faremos diversas postagens de coisas essenciais para quem está iniciando em empreendedorismo, logo, que tal iniciarmos uma série sobre isso agora?

Então vamos começar?

Vamos chamar essa série de: Novo empreendedor.

E no episódio de hoje dessa nova série que se inicia falaremos de uma coisa básica e que daremos o título de : Separe o capital físico do jurídico.

E dissemos isso porque existe essas duas figuras quando falamos de negócios. A pessoa física, que possui um CPF, que sou eu, você, um cliente. E a pessoa jurídica, que possui um CNPJ, que são as empresas e os MEIs.

E quando falamos para separar o capital, que é uma regra básica, estamos querendo dizer que se você quiser transformar sua renda extra em negócio, é necessário separar a sua renda pessoal(pessoa física), ou seja, o seu dinheiro, do dinheiro do seu negócio.

Logo se você produz trufas, e quiser transformar isso em uma empresa. É necessário calcular o quanto de dinheiro é necessário para que a produção continue.

Se você gasta 500 reais por mês para fazer as trufas para vender, separe esse valor e invista nesse negócio e esqueça que esse dinheiro é seu, pois na verdade não é mais, você doou para o negócio de trufas.




O que isso significa na prática?

Se gasta 500 reais para fazer trufas, e vende por 1000 reais, você tira os 500 reais de custo e ganhou 500 de lucro, certo?

Errado. Os 500 reais de lucro não são seus, são do negócio de trufas (pessoa jurídica).

Aí ficam as perguntas:

-Então eu não ganho nada? -Fico acumulando esses lucros sem poder mexer neles?

Na verdade esses lucros são para serem usados no próprio negócio, e o dinheiro que você ganhar nesse negócio deve ser  estipulado como pagamento pelo seu trabalho de fazer e vender as trufas.

Nas empresas, esse pagamento se chama pró-labore. Mas falaremos sobre isso em outras postagens.

Mas continuando o raciocínio, logo abaixo tem um exemplo de como calcular e o que fazer com o lucro das vendas

Custo para 3 meses de produção de 2000 unidades de trufas:

Chocolate.............................. 150 Frutas para recheio...............   60 Botija de gás.........................    80 Pró-labore............................ 3000 Papel para embalar.............     20 Conta de energia.................   300

Total.                                       3610

Vendas em 3 meses

Quantidade..... Preço un .... Total 2000.               2,00.           4000

Faturamento: 4000 reais Custo:      3610 reais Lucro:             390 reais

É lógico que esse é um exemplo bem simples, pode ser que as despesas e os custos para produção de trufas sejam bem maiores. Porém, note o seguinte:

1- em 3 meses o lucro foi de 390 reais, ou 130 reais por mês. Esse lucro deverá ser convertido em crescimento do seu negócio, ou seja, comprar novas formas para trufas, comprar mais um fogão para aumentar a produção, etc.

2- na soma das despesas, já está incluído o pró-labore de 3000 reais, ou seja, 1000 reais por mês que será o seu pagamento pelo trabalho. Lembre-se de que o lucro é para reinvestir no negócio e não vai para o seu bolso, o que vai para o seu bolso no exemplo acima é o pró-labore que já está embutido no preço do produto.

É muito importante ter isso bem decidido no seu negócio para que tudo dê certo.

Separe o que é seu do seu negócio, dinheiro do seu negócio é do seu negócio, dinheiro seu é dinheiro seu. Isso vale para tudo, inclusive insumos. Se o açúcar da sua casa acabou, não vá usar o açúcar da sua produção de trufas. Vá ao mercado e compre com seu dinheiro açúcar para sua casa.

Outra coisa importante é o seguinte, nesse exemplo de trufas, todas as trufas que você fizer não são suas, são do seu negócio de trufas, para serem vendidas, então não coma e nem ofereça de cortesia, se for comer, pague por ela ou desconte do seu salário.

Parece exagero mas é disciplina, tem que ser assim ok?

Ao invés de você pensar que o empreendimento é seu e que você faz o que quiser com o dinheiro que circula ali. Pense que o empreendimento é uma pessoa ( pessoa jurídica) que te paga por cuidar bem dela e por ajudá-la a crescer.


Foram usados exemplos simples para melhor entendimento do raciocínio, isso é apenas um ponto de partida para você, caro leitor, estudar mais e aplicar melhor isso no seu negócio.

Obrigado pela atenção e até a próxima.







Créditos:

imagem 1:

<a href="https://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/cartao-de-visita">Cartão de visita foto criado por freepik - br.freepik.com</a>


imagem 2:

<a href="https://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/negocio">Negócio foto criado por freepik - br.freepik.com</a>

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