TAXA BÁSICA DE JUROS (SELIC)
Atualizado: 21 de set.
Aos Fortunas leitores, voltamos a falar sobre o tema Selic. Antes, tínhamos postado aqui no site sobre a Selic como um sistema computadorizado do Bacen. Agora iremos falar da Selic no entendimento de se tratar da taxa básica de juros do Brasil.

E aí vamos falar também de dois nomes da taxa Selic: a Selic Meta e a Selic Over.
Beleza!
Mantendo o foco do nosso trabalho do PAPO DE CIFRÃO. Vamos simplificar ao máximo o assunto sem perder qualidade na explicação, facilitando o entendimento.
Pois, então!
Selic é uma sigla que significa Sistema Especial de Liquidação e Custódia. A taxa Selic é o juros recebidos nas operações com títulos públicos, ela é utilizada como um parâmetro para as taxas de juros no Brasil. Ela também é um instrumento de política monetária utilizado pelo COPOM para controlar os juros no país.
Vamos entender isso aí.
Primeiro lugar:
A taxa Selic é dividida em Selic Meta e Selic Over. A Selic Meta é determinada pelo COPOM através das reuniões na tentativa de controlar política monetária do Brasil, ou seja, controlar a taxa de juros, a inflação, etc. É uma meta que COPOM estipula, através de resultados e expectativas, com o objetivo de alcançar determinados interesses do governo para o melhor andamento da economia do Brasil.
Já a Selic Over (Overnight da Selic) é o valor o qual a Selic realmente está (Que na data desta postagem está em 6,4%), não necessariamente igual a Selic Meta, mas bem próximo.
A taxa Selic do dia é apurada no período da noite, portanto, dá-se o nome de Selic Overnight, ou mais popularmente, Selic Over. E apesar da taxa ser apurada diariamente, a Selic Over é usualmente expressa em termos anuais, compondo os valores apurados nos últimos 12 meses.
Essa apuração é feita por um cálculo de média ponderada. Onde existe uma fórmula estipulada pelo BACEN, porém é tudo calculado eletronicamente pelo sistema Selic no Demab, que é um departamento do banco central.
Segundo lugar:
Quando um banco pega dinheiro emprestado com outro banco, os juros desse empréstimo - chamado CDI - é bem próximo do valor da Selic, pois os títulos públicos federais que o banco possui servem de garantia (lastro) para essa operação, ou seja, caso o banco doador não receba, ele fica com os títulos públicos federais do banco tomador para pagar a dívida.
É por este motivo que alguns especialistas dizem que "banco não tem dívidas", pois indiretamente o governo acaba "assumindo" a dívida, pagando o título com os juros da Selic ao novo dono do titulo, esses juros pagos são sempre igual ou muito próxima do CDI e os bancos nunca ficam no prejuízo.
Terceiro lugar:
A Selic é uma das principais ferramentas para controlar a inflação (Não a única), e não cabe aqui esmiuçar assuntos de macroeconomia, porém é fácil entender que aumentando a taxa de juros, diminui a procura pelo crédito, limitando o consumo. Um consumo descontrolado e exacerbado, ou seja, uma procura bem maior que a oferta, faz os preços aumentarem muito.
Para entender bem, compare um saco de arroz com uma barra de ouro, que é tão valioso (Caro) porque é raro. Se a procura por arroz for muito alta, vai faltar nas prateleiras do mercado, se tornará um artigo raro de se achar para comprar, consequentemente seu preço irá subir muito.
Não é difícil entender o movimento dos preços com a questão da oferta e demanda, a taxa Selic em alta, diminui a procura pelo credito e ajuda a controlar a alta demanda pelo consumo em geral.
Quarto lugar:
O consumidor percebe que a redução da Selic, muitas vezes, não é sensível ao seu bolso quando toma um empréstimo e tem que pagá-lo.
Isso acontece porque nos juros do banco para o consumidor, estão embutidos outros custos como impostos que o banco paga, taxas diversas, percentual de risco de inadimplência, e todos esses custos são repassados para o tomador do empréstimo.
Quinto lugar:
Quando a Selic está alta, é mais vantajoso para as instituições financeiras emprestarem dinheiro para o governo e não para o consumidor, pois, além de ser mais seguro emprestar para o governo, ainda pode contar com a oferta de uma boa remuneração pelo valor emprestado.
Quando o governo reduz muito a taxa Selic, vale mais a pena emprestar dinheiro para o consumidor com taxas mais altas, incluindo percentuais relativos a inadimplência, e em alguns casos, colocar algum bem do tomador como garantia.
Sexto lugar:
As taxas de juros em países emergentes costumam ser às maiores do mundo. E o Brasil é um deles, isso tá muito relacionado ao risco, nos Estados Unidos por exemplo, que possui a economia mais "sólida", consequente menos risco, a taxa de juros chega ser abaixo da metade da taxa de juros brasileira.
E houver um aumento da Selic, aumentará também o capital estrangeiro investidos no Brasil, reduzindo assim, a cotação de outras moedas em relação ao Real.
Sétimo lugar:
A taxa Selic é quem determina ou balisa, quanto de juros o investidor irá receber nos seus investimentos, como a caderneta de poupança, tesouro SELIC, etc. Assim, é comum os investidores migrarem das duas aplicações em renda fixa para aplicações em renda variável quando a Selic está muito baixa, assumindo riscos maiores na busca de rentabilidades melhores.

Uma curiosidade:
Antes de existir a Selic, a taxa básica para definição de todas as demais taxas de juros da economia brasileira era a TBC (Taxa Básica do Banco Central), era determinada mensalmente pelo COPOM. A partir de 1998, a TBC passou a ser expressa em valores anuais.
No ano seguinte, com a extinção da TBC, o COPOM passou a estipular e divulgar periodicamente a meta para a taxa Selic.
Encerramos nossa postagem agradecendo o interesse de todos os leitores.
Acreditamos que citamos os pontos principais para um entendimento suficiente sobre o que é e para que serve a taxa Selic.
Gostaríamos muito de ver a participações dos leitores com os comentários e dúvidas deixadas em baixo das postagem.
Até a próxima.






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